Dramaturgia na mesa – Democratizando a nova dramaturgia brasileira

Acreditamos na potencia dos novos textos teatrais brasileiros e vamos abrir espaço para que todos possam entrar em contato com essa efervescência dramatúrgica. Com encontros semanais, vamos realizar leituras dramáticas de textos inéditos e não-ineditos contemporâneos, seguidos de um bate-papo informal.

E para dar um toque de descontração nosso bar estará aberto…. teremos bons drinks, empanadas e muita gente bacana para trocar impressões.

Neste primeiro ciclo serão cinco autores diferentes. Confira a programação completa:

03/08 – “Casa Vazia” de Carolina Barres
Elenco: Angelina Trevisan e Samya Peruchi

Ana e Veri foram um casal por 10 anos e hoje decidiram se separar. A peça se passa, em seu tempo presente, no dia em que Ana e Veri se mudam da casa que compartilhavam, para vidas e lares separados.

10/08 – “Iara” de Natália Xavier
Direção: Maria Fernanda de Barros Batalha
Elenco: Vanessa Garcia, Edi Cardoso e Michele Araújo

Numa espécie de tragédia mítica latina-brasileira as mulheres-pássaras narram a história de Iara: mujer guerrêra que após ter seu ventre violado por Yópi, o ‘grande deus’, tenta matá-lo e foge, passando a gerar a cada duas semanas um filho que ama e odeia ao mesmo tempo. Assim começa uma guerra. Assim empeza una história. A saga segue até que Iara se transforme em sereia. Até que Iara se torne el próprio mar. E o canto que ressoa do teu corpo não é pra enfeitiçar

17/08 – Breviário de Marcos Gomes
Direção: Marcos Gomes
Elenco: Andrea Tedesco, Carla Kinzo e Daniela Schitini.

A peça reúne parte dos textos curtos escritos e dirigidos pelo dramaturgo no Teatro Cemitério de Automóveis.

24/08 – “Fóssil” de Marina Corazza
Elenco: Natália Gonsales

O texto Fóssil escrito por Marina Corazza e idealizado pela atriz e bailarina Natalia Gonsales, parte da Revolução que acontece desde 2012 no Norte da Síria e que tem sido conduzida principalmente pelas mulheres. Encabeçada por curdos e curdas, a Revolução tem um forte caráter anarquista social, de democracia participativa, que se instaurou no epicentro da guerra na Síria e dos ataques do Estado Islâmico às populações dessa região.
A peça articula histórias dessas mulheres com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64, ao apresentar uma mulher que busca, em uma empresa de gás, financiamento para realizar um filme sobre essa Revolução na Síria.
Uma mulher entra numa sala de reuniões de uma empresa de gás para tentar financiamento para seu filme sobre a Revolução do Norte da Síria, e encontra um homem de blazer. Conforme ela fala sobre seu projeto, relações dúbias de opressão vão se construindo entre ele e ela. Em um plano que atravessa o plano dela com o homem, a mulher fala de sua mãe, presa política na ditadura de 64. O papel contraditório de financiamento das artes por grandes empresas também perpassa toda a peça. O petróleo é a pedra fundamental, porém quase invisível, sobre a qual a dramaturgia foi construída. A linguagem tem se materializado no caminho de um teatro que ecoa o absurdo para poder falar do terror.

31/08 – “Bicho Solto” de Zen Salles

Rocco sequestra do manicômio o seu irmão mais novo, GPS, para ajudá-lo a roubar carros nos cruzamentos da cidade. Mas, antes de tudo, eles passam pela lanchonete de fast food onde Amy trabalha durante o dia e ela empresta um revólver para os dois. Amy é absolutamente dependente de Rocco, mais um entre seus vícios, já que também vende diversos tipos de drogas no Pussy Night Club. É lá que Amy sacia a sua clientela com a ajuda de Lady Dick, uma travesti feminista. E o que era para ser só mais uma noite de curtição e loucura, acaba se transformando em enorme tragédia. Dividida em três partes, essa peça teatral revela as desventuras de personagens que transitam entre as sombras e não conseguem escapar do círculo vicioso das relações tóxicas.

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